quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

FELIZ ANO NOVO!

             O dom que propiciou a evolução na espécie humana é justamente a capacidade de imaginar um projeto,portanto...a capacidade de transformar o mundo, de nos transformarmos enquanto indivíduo e enquanto coletividade.
           Que no ano novo possamos evoluir cada vez mais para  o respeito , amor e perdão ao nosso próximo.Que possamos viver com simplicidade, agradecendo ao Pai a benção  de acordar todos os dias.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Dica de Livro

Alegorias Terapêuticas
              É um método de intervenção em Pedagogia e Educação. O autor explica com detalhes como funciona a alegoria, que permite ver o problema sob uma nova perspectiva, dirigindo-se ao inconsciente emocional, tendo como finalidade principal educar,informar, curar e fazer crescer.
            Ao longo do livro encontramos contos que abordam falta de concentração, isolamento,autoconfiança, luto,medo,envelhecimento,tiques etc.
            Lendo ou ouvindo a alegoria, a pessoa se identifica com o personagem da história e aprende pouco a pouco a transpor os obstáculos que a impedem de crescer e se curar


Muito bom mesmo!
ALEGORIAS TERAPÊUTICAS
Autor: MICHEL DUFOUR
Editora GROUND 

 

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Resposta ao programa Mais Você



Senhor editor,
O programa Mais Você desta segunda-feira (28/11) trouxe duas matérias e uma entrevista com o neurologista Eduardo Mutarelli. Surpreendeu-nos negativamente, assim como toda a comunidade medica que representamos, a discussão que colocou em dúvida a existência do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
Tendo em vista a condução equivocada do programa, fazemos as seguintes considerações, já ratificadas por psiquiatras de todo o país:
1. O que hoje chamamos de TDAH é descrito por médicos desde o século XVIII (Alexander Crichton, em 1798), muito antes de existir qualquer tratamento medicamentoso. No inicio do século XX, um artigo científico publicado numa das mais respeitadas revistas médicas até hoje, The Lancet, escrita por George Still (1902), descreve a TDAH. Essa descrição é quase idêntica a encontrada nos atuais manuais de diagnóstico, como o DSM-IV da Associação Americana de Psiquiatria.
2. Os sintomas que compõem o TDAH são observados em diferentes culturas: no Brasil, nos EUA, na Índia, na China, na Nova Zelândia, no Canadá, em Israel, na Inglaterra, na África do Sul, no Irã etc.
3. O TDAH é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde como transtorno mental e está listado na Classificação Internacional de Doenças (CID). E, como afirmou uma das matérias veiculadas em seu programa, segundo a OMS, 4% dos adultos e 8% das crianças e adolescentes de todo o mundo sofrem de TDAH.
4. Mais de duzentos artigos científicos já foram publicados demonstrando alterações no funcionamento cerebral de portadores de TDAH. Ressalte-se que os achados mais recentes e contundentes são oriundos de centros de pesquisa como o National Institute of Mental Health dos EUA.
5. Todo e qualquer tipo de medicação, principalmente os dispensados por prescrição médica, possuem contraindicação. Entretanto, são inegáveis os benefícios levados aos pacientes que realmente necessitam dela.
Diante do exposto, façamos uma reflexão. Se fosse uma doença “inventada” ou “mera consequência da vida moderna”, seria possível o TDAH atravessar mais de um século com a descrição dos mesmos sintomas? Se o TDAH fosse apenas “um jeito diferente de ser” e não um transtorno mental, por que os portadores, segundo pesquisas científicas, têm maior taxa de abandono escolar, reprovação, desemprego, divórcio e acidentes automobilísticos? Por que eles têm maior incidência de depressão, ansiedade e dependência de drogas? Se fosse tão somente um comportamento secundário ao modo como as crianças são educadas, ou ao seu meio sociocultural, como é possível que a descrição seja praticamente a mesma em regiões tão diferentes?
O fato inquestionável, senhor editor, é que o TDAH é um dos transtornos mais bem estudados da medicina e com mais evidências científicas que a maioria dos demais transtornos mentais.
Os pacientes e seus familiares merecem mais cuidado e atenção. É lamentável que um repórter se passe por um doente mental para escrever uma matéria e, ao final de uma semana sustentada por mentiras, se coloque na posição de aconselhar a quem quer que seja.
Imagine a gravidade da situação se esses pacientes, desinformados por essa matéria, param a medicação, tenham recaídas e venham a cometer atos graves. Quem será responsabilizado?
Ficamos imaginando os promotores da infância e adolescência e os conselheiros tutelares agindo em defesa desses pacientes.
Se houve, lamentamos os diagnósticos equivocados e o excesso de medicação informados por seu programa. Por outro lado, repudiamos toda e qualquer tentativa de se denegrir a atividade desempenhada pelo psiquiatra. Maus profissionais há em todos os lugares, inclusive entre os que, em vez de informar, prestam o curioso serviço de desinformar a população brasileira.
Com o intuito de colaborar e em função da importância do assunto, gostaríamos de ter resposta equivalente ao tempo que foi dado às discussões no programa desta segunda-feira. Sabemos que essa produção se pauta pelo interesse do cidadão e não se furtará a melhor esclarecer um assunto que é importante para milhares de pacientes, de norte a sul do país. Para tanto, colocamo-nos à disposição, assim como toda a grade de associados da ABP, para levar os esclarecimentos pertinentes. Lembramos também ser necessário ouvir as associações de familiares e pacientes com TDAH e mostrar a realidade vivenciada por eles.
Aproveitamos para convidar o senhor editor e toda a equipe do Mais Você para se engajarem na luta contra o preconceito que há em relação ao doente mental e ao psiquiatra. Pensando em como acabar com o estigma que paciente e médico carregam, a Associação Brasileira de Psiquiatria lançou a campanha “A Sociedade contra o Preconceito”, no último Congresso Brasileiro de Psiquiatria, no início de novembro. A campanha ganhou a adesão das atrizes Cássia Kiss Magro e Luíza Tomé, do locutor esportivo Luciano do Valle e dos escritores Ferreira Gullar e Ruy Castro. Pessoas que entendem a perversidade que é estigmatizar o doente mental porque passaram por isso, pessoalmente ou com familiares próximos.
Contamos com a sensibilidade do senhor editor e dos colaboradores do Mais Você para contribuir com o fim do preconceito e não alimentá-lo ainda mais.

Antônio Geraldo da Silva
Presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria
Fonte:http://abp.org.br/2011/medicos/archive/4195

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Allen Frances: Um alerta a médicos e pais sobre o déficit de atenção

No Brasil, a grande maioria dos psiquiatras infantis adota os critérios americanos para diagnosticar e tratar o TDAH, apesar das grandes diferenças entre a nossa cultura e a dos Estados Unidos. Este transtorno é detectado por um conjunto de comportamentos da criança considerados desviantes. Diferentes do que se espera, na média. Mas me parece que o comportamento esperado das crianças, no Brasil, tem lá suas diferenças em relação ao que os pais e educadores esperam da criançada nos Estados Unidos.
Leia artigo na íntegra AQUI 

Muito esclarecedor.

sábado, 8 de outubro de 2011

MEU MAIOR DESAFIO

Ter um filho com TDAH está sendo, de longe, o maior desafio da minha vida. Apesar de eu mesma ter o transtorno, sinto que as dificuldades hoje são mais elaboradas, os compromissos são em maior número. Por isso, após muita pesquisa, elaborei algumas técnicas que podem facilitar o nosso dia a dia. Meu filho está no 6 ano e tem 11 anos. Estuda no período da tarde ( 13:20 até 18:50) e pela manhã faz as tarefas e estuda. Quarta tem psicóloga de manhã, terça e quinta, futebol 19 horas.
Então Construímos um calendário de atividades semanais :
A cada meia de estudo, ele tem um período de 05 minutos para fazer o que quiser, ( beber água ,lanchar, fazer carinho no cachorrinho etc.) porque é impossível ele manter o foco por mais que 30 minutos seguidos. As crianças com déficit de atenção tem muita dificuldade em realizar tarefas maçantes.
Depois , arrumamos a mochila juntos ( senão ele esquece sempre alguma coisa)e ele vai para o banho.
Já deixo a farda escolar em um cabide, com tudo o que vai precisar, porque se não for assim ele não se arruma a tempo.
Tem aula aos sábados somente a cada 15 dias, pela manhã. No outro, fica livre.
Saíamos juntos a noite, mas de uns tempos para cá ele prefere a companhia dos amigos então sempre damos um jeito de eles ficarem cada sábado na casa de um, ou nos revezamos para levar ao shopping ( mesmo que fiquemos ä distância, ainda não me sinto a vontade para deixar só. Sempre tem uma mãe de plantão.)
Domingo é dia de fazer nada rsrsr
Em cada dia da semana, o horário de estudos pode variar de acordo com a necessidade. É importante que a criança participe do planejamento, pois é comum eles subestimarem o tempo necessário para o desenvolvimento de uma tarefa específica, especialmente se a mesma não for de seu interesse imediato.Por exemplo: Ele não consegue estabelecer um planejamento de estudos, mas coordena muito bem as atividades de um torneio de futebol: arrecada dinheiro,pede para leva-lo a encomendar as camisas que ele mesmo desenha com os amigos, e por aí vai. Nessas horas entra a nossa infinita paciência para acompanha-lo. Sabe por que? Se os pais não participam, ou a criança desiste ou procura quem o faça, e é aí que correm o risco de aparecerem as influências negativas.
Estamos implantando o sistema de pontos,que ao final da semana, pode-se trocar por recompensas. Estamos ainda em fase de planejamento, pois ,e muito importante que as recompensas não incluam somente recursos materiais; os reforçadores interpessoais, como tempo adicional no computador, no vídeo game, sair para o programa favorito no fim de semana etc.
No meu caso, só tenho esse filho nessa faixa etária. Os outros dois são adultos, mas quem tem filhos na mesma faixa, é importante incluí-los nesse sistema de reforço positivo, a fim de manter a igualdade e evitar confusões.
Esse post está muito grande, acho que vai ter uma segunda parte!
Beijos
As vezes é difícil reconhecer as fronteiras entre as preocupações dos pais e os desejos dos filhos. Costumo pensar que o amor é tudo que um filho realmente precisa, o resto é consequência.AS VEZES ELE ME LEMBRA O CALVIN rsrsrsr



O BLOG

Sejam bem vindos a esse espaço, no qual poderemos compartilhar nossas dificuldades com o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade e suas consequências.
Nesse espaço podemos falar de tudo um pouco: Filhos, com ou sem TDAH,organização,culinária, decoração. Como DDA, gosto de coisas bem diversificadas.
espero vocês!
Bia Machado