quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

CONVITE



Oficina de Dinâmicas de Grupo como Intervenção Psicopedagógica.

DATA: 23 e 24 de fevereiro de 2013

LOCAL: COEPI – Centro de Orientação Especializada do Piauí - Rua Eletricista Guilherme, 815, Bairro de Fátima – Teresina/ PI.
INVESTIMENTO: R$ 55,00 Nº DE VAGAS: 20
INFORMAÇÕES: 3233-4219/ 3233-2878/ 9951-9582/ 9910-6078/9467-5400
MINISTRANTES: Cristina Miranda e Fabrício Barbosa - (Psicopedagogos)

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O "MITO" DO TDAH: COMO ENTENDER O QUE VOCÊ OUVE POR AÍ 


 Escrito por Paulo Mattos Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro,
 Mestre e Doutor em Psiquiatria e Saúde Mental,
 Pós-doutor em Bioquímica,
 Presidente do Conselho Científico da ABDA .
    
                           As dúvidas movem a ciência e permitem o progresso, porque impulsionam os cientistas a tentar esclarecê-las. Dúvidas, portanto, representam algo inestimável e imprescindível para todas as áreas da ciência; para a medicina não é diferente. Existe atualmente um grande número de questões não esclarecidas sobre diferentes aspectos de muitas doenças; são estas dúvidas que estão ocupando os cientistas do mundo inteiro neste exato momento e vão ocupa-los por toda sua vida profissional.

 E o que fazem os cientistas? Eles fazem pesquisas com critérios rigorosos para testar suas hipóteses. Para isto, devem submeter seu projeto a um comitê de ética e ter cada etapa de seu trabalho avaliada e aprovada antes mesmo de começar. Quando a pesquisa termina, os cientistas publicam os resultados em revistas especializadas, para que os conhecimentos não apenas sejam conhecidos por todos os demais cientistas, como também para que outros possam verificar os resultados e tentar reproduzi-los para confirmá-los ou rejeitá-los. A isto chama-se de método científico e é a única maneira de se controlar os conhecimentos gerados por pesquisas.

 Um cientista mal intencionado publicou resultados fraudulentos? A única forma será verificar os resultados de sua pesquisa (eles são obrigatoriamente armazenados durante muitos anos). Outro tirou conclusões erradas a partir dos resultados de sua pesquisa? Basta verificar a metodologia, conferir os resultados e ver se há outras conclusões possíveis. Alguém recebeu verba de um patrocinador que potencialmente influenciou a análise dos resultados? Informações sobre verbas são obrigatórias e caso haja uma infração, nenhuma revista científica publicará mais artigos deste pesquisador. Existiu alguma fraude com os dados? É possível saber verificando os materiais originais da pesquisa e os relatórios publicados; várias revistas publicam imediatamente editoriais quando descobrem algum tipo de erro ou fraude. Portanto, somente o método científico nos dá a segurança de que uma determinada informação é segura, porque deste modo ela pode ser analisada, verificada, confirmada ou abandonada. Para isso existem as revistas científicas especializadas que só publicam pesquisas que respeitaram o método científico e que foram previamente avaliadas por um grupo de pesquisadores imparciais e com experiência. Quando ocorrem erros, de qualquer natureza, este é o único modo de eles serem descobertos e corrigidos: através de publicações científicas padronizadas. 

 Agora, imagine que alguém lhe diga que “determinada doença é causada por isto ou por aquilo” ou ainda que “determinado medicamento causa este ou aquele problema”. Você aceitaria, de bom grado? Sem pedir nenhuma comprovação científica? Sem pedir para ver os artigos científicos publicados em revistas especializadas?

 Como você pode saber se algo que um profissional de saúde está dizendo é verdade? Qualquer ideia pode fazer algum sentido e mesmo assim ser falsa; nem toda lógica é verdadeira, obviamente. Muitas vezes, um discurso inflamado, aparentemente bem intencionado, é cheio de conclusões que não tem qualquer fundamento científico e não se baseia em nenhum achado de pesquisa. No Brasil, frequentemente pessoas fazem discursos e até mesmo iniciam campanhas sobre saúde baseadas em suas opiniões pessoais ou suas crenças políticas; ou seja, no que elas “acham”- é o famoso “achismo”. 

 E quanto ao TDAH? Existem dúvidas sobre inúmeros aspectos específicos do TDAH, assim como existem com relação ao câncer, ao diabetes, ao infarto do miocárdio, ao Parkinson, etc. Mas não existe nenhuma dúvida, no meio científico, quanto a sua existência: o TDAH é um dos transtornos mais bem estudados em toda a medicina e é descrito por médicos há mais de 2 séculos.

 Mas por que algumas pessoas insistem em dizer que “TDAH não existe”? 

 Em primeiro lugar, vamos esclarecer quem reconhece o TDAH como uma doença: a Organização Mundial da Saúde. Além disso, no Brasil, temos a Associação Médica Brasileira, a Associação Brasileira de Psiquiatria, a Academia Brasileira de Neurologia e a Academia Brasileira de Pediatria. Você não acha estranho que alguém conheça “uma verdade” que é ignorada por todas as organizações médicas?

 Bem, o modo mais simples e rápido de terminar uma discussão sobre “a existência do TDAH” seria pedir que os indivíduos que negam sua existência forneçam artigos científicos que sustentem sua opinião. Mas eles jamais o farão, porque tais artigos.... não existem! O seu discurso sempre será baseado no “achismo” e sempre dará a impressão de que estão lutando por uma causa justa, para “defender” a população de algum mal terrível. Por outro lado, artigos mostrando que existem bases neurobiológicas e genéticas no TDAH somam mais de 10.000 atualmente (isto mesmo, dez mil, você leu corretamente).

 Algumas pessoas, talvez, fiquem na dúvida sobre a existência do TDAH porque “todo mundo tem um pouco”. O que ocorre é que todo mundo tem alguns sintomas de TDAH; este diagnóstico é feito pela quantidade de sintomas e não na base do “tudo ou nada”. Exatamente como no diabetes, na hipertensão arterial, no glaucoma, na osteoporose, etc.: o que dá o diagnóstico é a intensidade ou quantidade. 

 Existem também indivíduos que acreditam que todo e qualquer problema de comportamento (TDAH nem sempre causa problemas de comportamento, ressalte-se) é causado “pela sociedade”. Geralmente estas pessoas estão fortemente envolvidas com grupos políticos que pregam intervenções do governo na sociedade (também chamada de “engenharia social”, muito comum nos regimes ditatoriais comunistas). Tais movimentos remontam à ideia comprovadamente equivocada de que os homens nascem invariavelmente bons e puros e é a sociedade que os corrompe. Estas ideias, que datam do século XVIII, não sobreviveram aos achados da genética e das neurociências, que não existiam naquela época. 

 Outros, ainda acreditam que todo e qualquer problema psíquico é causado por fatores psicológicos, apesar da farta literatura científica sobre as bases neurobiológicas e genéticas do TDAH. Desnecessário dizer que geralmente tais indivíduos ganham a vida fazendo tratamento psicológico para as doenças; raramente, entretanto, falam sobre o seu próprio conflito de interesses. 

 Por fim, ainda há aqueles que tomam conhecimento de diagnósticos errados de TDAH, de prescrições equivocadas de medicamentos, de automedicação para fins recreativos ou para aumento do desempenho em provas e passam então a dizer que “o diagnóstico é falho” ou “o tratamento é similar ao uso de uma droga”. Não é difícil enxergar que a existência destes erros em nada comprometem nem o diagnóstico nem o tratamento do TDAH. Pense nos antibióticos: eles são muito prescritos de modo errado. Usam-se antibióticos, por exemplo, para infecções de garganta com muita frequência, um uso sabidamente equivocado (elas são causadas na maioria das vezes por vírus, que não são combatidos com antibióticos). Nem por isso deve-se abolir os antibióticos, que curam e salvam vidas quando usados corretamente. O mesmo exemplo ainda serve para aqueles indivíduos que dizem que “os medicamentos para TDAH são inespecíficos e agem em qualquer pessoa”: de fato, os antibióticos matam as bactérias em qualquer um, mas só curam aqueles que estão com pneumonia. 

 TDAH não é um mito. Muito daquilo que se fala contrariamente ao seu diagnóstico e tratamento são simplesmente “achismos”, crenças sem fundamento objetivo ou científico; ou seja, são mitos. E mitos, definitivamente, não são algo em que você deva confiar quando se trata de sua saúde ou da saúde de seus filhos.

domingo, 27 de maio de 2012

Olá 
Passando uma vassourinha no blog, depois de um longo afastamento.
Passamos por algumas turbulências, notas baixas, mas enfim, estou aqui para compartilhar esse período. Pais de filhos com TDAH estão sempre querendo trocar experiências.
Primeiras notas : baixas
Segundas notas: mais baixas
Reclamação dos professores: O aluno conversa muito e não presta atenção na aula.
Bom, diante do exposto, fomos à luta( é contínua, mas de vez em quando temos que turbinar os cuidados)
Primeiro: Nada de castigo ou sermões, já que estávamos acompanhando e sabíamos que seria inevitável as notas baixas.Sempre acreditando, conversando sobre a necessidade do aprendizado, repetindo todos os dias a mesma coisa, com palavras diferentes.
Ele estava em um período de "impressionamento" com violão e guitarra. Não sabia tocar uma nota que fosse!Então negociamos : Isso é o que você mais quer?SIM, foi a resposta.Está disposto a tudo para aprender a tocar violão? SIM de novo.Então vamos combinar: Aula de violão2X por semana,e você se compromete a estudar muiiitoooo, para recuperar as notas. Devidamente munido do violão cedido pela irmã e com  a promessa de ganhar a guitarra após  as primeiras notas, eis que surge um novo estudante!
Pensem, cada vez que ele queria moleza, já tínhamos na ponta da língua: Que pena, não vai dar para aprender violão, por causa do nosso acordo!Então ele se esforçava mais.
Após algumas idas e vindas, muitas aulas de reforço, as provas e , enfim , as notas!!
Todas ótimas!Ou melhor,só razoável em português.( o que não significa muito diante da situação que estava e como português é um encadeamento de assuntos , não se recupera 3 meses em um!)
Imaginem a auto estima dessa criança!
Através desse pequeno resumo, (claro que não foi fácil como parece), queria dizer que nossos filhos com TDAH, quando acompanhados, tratados ( sim, ele toma *Ritalina), estimulados com tudo o que estiver ao nosso alcançe, podem sim, conseguir o que quiserem!Aos 12 anos e cursando o  7º ano, meu filho já é um vencedor na luta contra o TDAH. Vai ser uma constante na vida dele e na nossa, mas ele já provou que consegue!
Acredite nos seus filhos e filhas, amparem, não julguem, sejam parceiros, que o resultado será surpreendente!!
Grande abraço e fiquem com Deus.
Bia Machado



terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

De volta das férias prolongadas.

          Depois de passar  esse tempo de férias de uma parte de minhas atividades, venho contar  como foi o final do ano escolar do meu DDA.
Sempre falo para as pessoas que me perguntam se ele dá trabalho para estudar: Dá sim, dá muito trabalho, mas saibam que cada minuto que investimos, eu e o pai dele,em incentivo, carinho, compreensão dos seus limites e uma generosa dose de paciência, é recompensado com progressos incríveis.
          As crianças parecem sentir ou pressentir, quando não estamos bem, irritados ou impacientes, por mais que tentemos esconder. Então, quando um de nós  está no limite, o outro assume a tarefa da hora. 
          Não pensem que andamos atrás do nosso filho o dia todo. Já foi assim, quando ele era menor.Agora estamos dentro de um ritmo mais ou menos constante.Tentamos criar uma rotina e fazer com que nossa casa seja um ambiente acolhedor e sossegado.
         Bem, continuando sobre o final das aulas, ele estuda em uma escola bem tradicional e contrariando todos os prognósticos, que diziam que  não era uma boa escolha, poderíamos minar com sua auto-estima, que ele não ia conseguir acompanhar etc...Realmente, não é fácil, mas é possível! As pessoas com TDAH são tão capazes quanto as que não tem o transtorno, é só uma questão de  compromisso dos pais, escola, família, profissionais envolvidos no tratamento, enfim, vale a pena se informar e conhecer o que é TDAH e como nós podemos ajudar. Cada família é única e terá uma forma de agir diferente, mas o que não muda é o comprometimento, trabalho e amor que temos.
Estamos muito felizes, pois nosso filho passou sem nenhuma recuperação!!Aos 12 anos está no 7º ano , de bem com a vida, e com fé  no Pai superior, vamos conseguir ultrapassar mais um desafio. Sempre um de cada vez!



quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

FELIZ ANO NOVO!

             O dom que propiciou a evolução na espécie humana é justamente a capacidade de imaginar um projeto,portanto...a capacidade de transformar o mundo, de nos transformarmos enquanto indivíduo e enquanto coletividade.
           Que no ano novo possamos evoluir cada vez mais para  o respeito , amor e perdão ao nosso próximo.Que possamos viver com simplicidade, agradecendo ao Pai a benção  de acordar todos os dias.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Dica de Livro

Alegorias Terapêuticas
              É um método de intervenção em Pedagogia e Educação. O autor explica com detalhes como funciona a alegoria, que permite ver o problema sob uma nova perspectiva, dirigindo-se ao inconsciente emocional, tendo como finalidade principal educar,informar, curar e fazer crescer.
            Ao longo do livro encontramos contos que abordam falta de concentração, isolamento,autoconfiança, luto,medo,envelhecimento,tiques etc.
            Lendo ou ouvindo a alegoria, a pessoa se identifica com o personagem da história e aprende pouco a pouco a transpor os obstáculos que a impedem de crescer e se curar


Muito bom mesmo!
ALEGORIAS TERAPÊUTICAS
Autor: MICHEL DUFOUR
Editora GROUND 

 

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Resposta ao programa Mais Você



Senhor editor,
O programa Mais Você desta segunda-feira (28/11) trouxe duas matérias e uma entrevista com o neurologista Eduardo Mutarelli. Surpreendeu-nos negativamente, assim como toda a comunidade medica que representamos, a discussão que colocou em dúvida a existência do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
Tendo em vista a condução equivocada do programa, fazemos as seguintes considerações, já ratificadas por psiquiatras de todo o país:
1. O que hoje chamamos de TDAH é descrito por médicos desde o século XVIII (Alexander Crichton, em 1798), muito antes de existir qualquer tratamento medicamentoso. No inicio do século XX, um artigo científico publicado numa das mais respeitadas revistas médicas até hoje, The Lancet, escrita por George Still (1902), descreve a TDAH. Essa descrição é quase idêntica a encontrada nos atuais manuais de diagnóstico, como o DSM-IV da Associação Americana de Psiquiatria.
2. Os sintomas que compõem o TDAH são observados em diferentes culturas: no Brasil, nos EUA, na Índia, na China, na Nova Zelândia, no Canadá, em Israel, na Inglaterra, na África do Sul, no Irã etc.
3. O TDAH é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde como transtorno mental e está listado na Classificação Internacional de Doenças (CID). E, como afirmou uma das matérias veiculadas em seu programa, segundo a OMS, 4% dos adultos e 8% das crianças e adolescentes de todo o mundo sofrem de TDAH.
4. Mais de duzentos artigos científicos já foram publicados demonstrando alterações no funcionamento cerebral de portadores de TDAH. Ressalte-se que os achados mais recentes e contundentes são oriundos de centros de pesquisa como o National Institute of Mental Health dos EUA.
5. Todo e qualquer tipo de medicação, principalmente os dispensados por prescrição médica, possuem contraindicação. Entretanto, são inegáveis os benefícios levados aos pacientes que realmente necessitam dela.
Diante do exposto, façamos uma reflexão. Se fosse uma doença “inventada” ou “mera consequência da vida moderna”, seria possível o TDAH atravessar mais de um século com a descrição dos mesmos sintomas? Se o TDAH fosse apenas “um jeito diferente de ser” e não um transtorno mental, por que os portadores, segundo pesquisas científicas, têm maior taxa de abandono escolar, reprovação, desemprego, divórcio e acidentes automobilísticos? Por que eles têm maior incidência de depressão, ansiedade e dependência de drogas? Se fosse tão somente um comportamento secundário ao modo como as crianças são educadas, ou ao seu meio sociocultural, como é possível que a descrição seja praticamente a mesma em regiões tão diferentes?
O fato inquestionável, senhor editor, é que o TDAH é um dos transtornos mais bem estudados da medicina e com mais evidências científicas que a maioria dos demais transtornos mentais.
Os pacientes e seus familiares merecem mais cuidado e atenção. É lamentável que um repórter se passe por um doente mental para escrever uma matéria e, ao final de uma semana sustentada por mentiras, se coloque na posição de aconselhar a quem quer que seja.
Imagine a gravidade da situação se esses pacientes, desinformados por essa matéria, param a medicação, tenham recaídas e venham a cometer atos graves. Quem será responsabilizado?
Ficamos imaginando os promotores da infância e adolescência e os conselheiros tutelares agindo em defesa desses pacientes.
Se houve, lamentamos os diagnósticos equivocados e o excesso de medicação informados por seu programa. Por outro lado, repudiamos toda e qualquer tentativa de se denegrir a atividade desempenhada pelo psiquiatra. Maus profissionais há em todos os lugares, inclusive entre os que, em vez de informar, prestam o curioso serviço de desinformar a população brasileira.
Com o intuito de colaborar e em função da importância do assunto, gostaríamos de ter resposta equivalente ao tempo que foi dado às discussões no programa desta segunda-feira. Sabemos que essa produção se pauta pelo interesse do cidadão e não se furtará a melhor esclarecer um assunto que é importante para milhares de pacientes, de norte a sul do país. Para tanto, colocamo-nos à disposição, assim como toda a grade de associados da ABP, para levar os esclarecimentos pertinentes. Lembramos também ser necessário ouvir as associações de familiares e pacientes com TDAH e mostrar a realidade vivenciada por eles.
Aproveitamos para convidar o senhor editor e toda a equipe do Mais Você para se engajarem na luta contra o preconceito que há em relação ao doente mental e ao psiquiatra. Pensando em como acabar com o estigma que paciente e médico carregam, a Associação Brasileira de Psiquiatria lançou a campanha “A Sociedade contra o Preconceito”, no último Congresso Brasileiro de Psiquiatria, no início de novembro. A campanha ganhou a adesão das atrizes Cássia Kiss Magro e Luíza Tomé, do locutor esportivo Luciano do Valle e dos escritores Ferreira Gullar e Ruy Castro. Pessoas que entendem a perversidade que é estigmatizar o doente mental porque passaram por isso, pessoalmente ou com familiares próximos.
Contamos com a sensibilidade do senhor editor e dos colaboradores do Mais Você para contribuir com o fim do preconceito e não alimentá-lo ainda mais.

Antônio Geraldo da Silva
Presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria
Fonte:http://abp.org.br/2011/medicos/archive/4195

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Allen Frances: Um alerta a médicos e pais sobre o déficit de atenção

No Brasil, a grande maioria dos psiquiatras infantis adota os critérios americanos para diagnosticar e tratar o TDAH, apesar das grandes diferenças entre a nossa cultura e a dos Estados Unidos. Este transtorno é detectado por um conjunto de comportamentos da criança considerados desviantes. Diferentes do que se espera, na média. Mas me parece que o comportamento esperado das crianças, no Brasil, tem lá suas diferenças em relação ao que os pais e educadores esperam da criançada nos Estados Unidos.
Leia artigo na íntegra AQUI 

Muito esclarecedor.

sábado, 8 de outubro de 2011

MEU MAIOR DESAFIO

Ter um filho com TDAH está sendo, de longe, o maior desafio da minha vida. Apesar de eu mesma ter o transtorno, sinto que as dificuldades hoje são mais elaboradas, os compromissos são em maior número. Por isso, após muita pesquisa, elaborei algumas técnicas que podem facilitar o nosso dia a dia. Meu filho está no 6 ano e tem 11 anos. Estuda no período da tarde ( 13:20 até 18:50) e pela manhã faz as tarefas e estuda. Quarta tem psicóloga de manhã, terça e quinta, futebol 19 horas.
Então Construímos um calendário de atividades semanais :
A cada meia de estudo, ele tem um período de 05 minutos para fazer o que quiser, ( beber água ,lanchar, fazer carinho no cachorrinho etc.) porque é impossível ele manter o foco por mais que 30 minutos seguidos. As crianças com déficit de atenção tem muita dificuldade em realizar tarefas maçantes.
Depois , arrumamos a mochila juntos ( senão ele esquece sempre alguma coisa)e ele vai para o banho.
Já deixo a farda escolar em um cabide, com tudo o que vai precisar, porque se não for assim ele não se arruma a tempo.
Tem aula aos sábados somente a cada 15 dias, pela manhã. No outro, fica livre.
Saíamos juntos a noite, mas de uns tempos para cá ele prefere a companhia dos amigos então sempre damos um jeito de eles ficarem cada sábado na casa de um, ou nos revezamos para levar ao shopping ( mesmo que fiquemos ä distância, ainda não me sinto a vontade para deixar só. Sempre tem uma mãe de plantão.)
Domingo é dia de fazer nada rsrsr
Em cada dia da semana, o horário de estudos pode variar de acordo com a necessidade. É importante que a criança participe do planejamento, pois é comum eles subestimarem o tempo necessário para o desenvolvimento de uma tarefa específica, especialmente se a mesma não for de seu interesse imediato.Por exemplo: Ele não consegue estabelecer um planejamento de estudos, mas coordena muito bem as atividades de um torneio de futebol: arrecada dinheiro,pede para leva-lo a encomendar as camisas que ele mesmo desenha com os amigos, e por aí vai. Nessas horas entra a nossa infinita paciência para acompanha-lo. Sabe por que? Se os pais não participam, ou a criança desiste ou procura quem o faça, e é aí que correm o risco de aparecerem as influências negativas.
Estamos implantando o sistema de pontos,que ao final da semana, pode-se trocar por recompensas. Estamos ainda em fase de planejamento, pois ,e muito importante que as recompensas não incluam somente recursos materiais; os reforçadores interpessoais, como tempo adicional no computador, no vídeo game, sair para o programa favorito no fim de semana etc.
No meu caso, só tenho esse filho nessa faixa etária. Os outros dois são adultos, mas quem tem filhos na mesma faixa, é importante incluí-los nesse sistema de reforço positivo, a fim de manter a igualdade e evitar confusões.
Esse post está muito grande, acho que vai ter uma segunda parte!
Beijos
As vezes é difícil reconhecer as fronteiras entre as preocupações dos pais e os desejos dos filhos. Costumo pensar que o amor é tudo que um filho realmente precisa, o resto é consequência.AS VEZES ELE ME LEMBRA O CALVIN rsrsrsr



Filha linda!!Parabéns

domingo, 7 de agosto de 2011

Olá pessoal.
Dando uma revisada nos meus vídeos favoritos do you tube, encontrei esse , superespecial!
Se vocês tiverem paciência de ver e ouvir até o final, vão se surpreender!
Boa semana e fiquem com Ele!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

IMPULSIVIDADE

As crianças com TDAH são governadas por seus impulsos, vivem o momento, sem temer regras ou consequências. Esse pode ser o sintoma mais difícil de lidar. O uso da medicação(prescrita pelo médico) pode ajudar, mas as crianças também precisam de expectativas claras, incentivos positivos, e ter conhecimento das consequências possíveis dos seus atos impulsivos, para que possam aprender a regular seu comportamento.
Aprendi algumas dicas em livros, sites e outras com a experiência de ter passado por isso e agora tenho que lidar com a impulsividade do meu filho.
Nem conto as vezes que falei o que não devia e me arrependi depois. Acho que perdi algumas amizades por isso. Fiz muitas escolhas por impulso e de novo arrependimento. Não quero que isso seja uma constante na vida dele. Tento tirar proveito positivo da minha condição e passar para ele.
Aprendi, a duras penas, que devemos medir as palavras, principalmente ao dar opiniões sobre assuntos polêmicos.É muito difícil uma pessoa impulsiva parar para pensar, mas com treino e força de vontade, dá para melhorar bastante.
·         Sempre que a criança estiver impaciente, ensine-a a respirar e peça para que ela tente pensar em algo relaxante, tipo mar, chuva, uma música que goste etc. Quando estamos impacientes, a tendência é “estourar”, então, nada de dizer a primeira coisa que vier à mente nessas horas.( explicar o motivo)
·         Reconheça os esforços da criança com elogios específicos para aquele momento, quando ele conseguir se controlar.
·         Quando ele estiver muito irritado ( geralmente ficam assim quando são contrariados),peça , com voz firme e baixa, para ele parar, respirar e dar um tempo do assunto em questão. Diga que só haverá negociação quando ele falar calmamente e baixo. (Acreditem, consigo sempre acomodar as coisas dessa forma)
·         Falar sempre das consequências da impulsividade, de uma forma clara e simples para que ele possa compreender. Não fale muito, nos distraímos com facilidade. Não adianta ter “aquela conversa” e depois perceber que a criança não captou quase nada. Pessoas com TDAH assimilam melhor orientações curtas e objetivas e que sejam lembradas de vez em quando.
Lembrar que cada criança é única e com personalidades e necessidades distintas. Saber identifica-las é o desafio permanente dos pais e professores, para utilizar esse conhecimento na melhor forma de agir com a criança.
Abraços

terça-feira, 5 de julho de 2011

COMO VOCÊS VIERAM ATÉ ESSE BLOG?


Gostaria de saber  como vocês me encontraram.
Foi  buscando um assunto específico? no Google? de links em blogs ou recebem dicas de amigos?   Se você veio parar aqui através de um mecanismo de busca, lembra qual palavra utilizou? Veio de outro blog? indicação de alguém? Twitter? Facebook?
Queria conhecer vocês.Já tenho mais de 700 visitas,mas salvo as que me seguem ,(beijos para vocês!) Quem vem aqui não deixa comentários. E agora? Como vou saber se o que escrevo interessa ou acrescenta algo para vocês?
Então, o que você acha desse espaço?

O BLOG

Sejam bem vindos a esse espaço, no qual poderemos compartilhar nossas dificuldades com o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade e suas consequências.
Nesse espaço podemos falar de tudo um pouco: Filhos, com ou sem TDAH,organização,culinária, decoração. Como DDA, gosto de coisas bem diversificadas.
espero vocês!
Bia Machado